A CBS começa em 2027
A CBS entra em 1º de janeiro de 2027, e a alíquota deve ser definida em dezembro. Veja como o número sai.
JRXReforma tributáriaSplit payment
Faltam 79 dias para a CBS começar a valer, em 1º de janeiro de 2027. Só a retenção automática no pagamento ficou para depois.
01Atualizado em 14 de outubro de 2026
A Receita Federal adiou para 2028 a obrigatoriedade do split payment entre empresas. Em 2027 o imposto continua passando pelo caixa antes de ir para o governo, e esse ano a mais muda a conta de capital de giro de quem vende a prazo.

Em 30 de agosto de 2026, a Receita Federal informou que o split payment só será obrigatório entre empresas a partir de 2028. Até então, a expectativa era 2027.
O motivo é a integração dos meios de pagamento. A plataforma do governo deve ficar pronta no começo de 2027, mas o mecanismo depende de mais de 200 bancos e instituições de pagamento conectados a ela. A Receita e o Comitê Gestor do IBS já autorizaram a publicação da documentação técnica da Plataforma Pública do Split Payment.
Em 2027 o uso será voluntário, começando pela transferência eletrônica e pelo Pix estático. Quem não aderir emite a nota normalmente e recolhe por DARF. O anúncio ainda não saiu em ato no Diário Oficial, então a data pode ser ajustada quando a regra for publicada.
Sem a retenção obrigatória, o imposto da venda entra no caixa da empresa e só sai na data do recolhimento.
Para quem vende a prazo e paga fornecedores antes de receber, esse intervalo faz diferença: o dinheiro do tributo ajuda a cobrir o giro por algumas semanas. Com o split payment, ele sairia no instante em que o cliente paga.
O tamanho do alívio depende da carga da empresa e dos prazos de recebimento e de pagamento. Numa operação de margem curta e ciclo longo, ele pode ser o que segura o caixa no primeiro ano da CBS.
O adiamento vale só para o mecanismo de recolhimento.
A CBS entra em 1º de janeiro de 2027, e a alíquota deve ser definida em dezembro. Veja como o número sai.
Os campos de IBS e CBS nos documentos fiscais seguem o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026. A data de cada documento está em quem precisa preencher IBS e CBS na nota.
A primeira entrega mensal da DeRE vence em 15 de novembro de 2026 para os contribuintes obrigados. Veja quem entrega.
A dispensa de recolhimento de 2026 depende de cumprir as obrigações acessórias. Entenda o risco.
Quem deixar a preparação para depois chega a 2028 com a CBS e a retenção automática caindo ao mesmo tempo.
O ano a mais serve para organizar o que o split payment vai exigir: fluxo de caixa por competência, controle de créditos e calendário de recebimentos ajustado. Fazer isso com calma em 2027 custa menos do que às pressas em janeiro de 2028.
Um bom ponto de partida é como organizar o financeiro da empresa. Para quem não tem equipe financeira, vale ler o que o BPO financeiro faz e quando contratar.
O split payment está na lei, e virou tema da campanha presidencial em outubro.
Em 6 de outubro de 2026, Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, disse que um eventual governo dele acabaria com o mecanismo, por considerar que a retenção imediata aperta o capital de giro dos pequenos negócios. No dia 7, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu mantê-lo como ferramenta contra fraudes.
Por enquanto é uma promessa de campanha. Acabar com o split payment exige mudar a legislação, e o planejamento de 2027 deve partir da regra em vigor.
Não. Em 30 de agosto de 2026 a Receita Federal anunciou que a obrigatoriedade entre empresas fica para 2028. O anúncio ainda não virou ato publicado no Diário Oficial, então a data pode ser ajustada quando a regra for formalizada.
Não. O que mudou é o momento em que o imposto é separado do pagamento. A CBS começa em 1º de janeiro de 2027, e os campos de IBS e CBS nas notas seguem o cronograma do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026.
Como hoje: emite a nota e paga por DARF. Em 2027 o split payment pode ser usado de forma voluntária, começando pela transferência eletrônica e pelo Pix estático.
A plataforma do governo deve ficar pronta no começo de 2027, mas o mecanismo depende de mais de 200 bancos e instituições de pagamento conectados a ela. A obrigatoriedade só vem quando essa integração estiver completa.
Em 6 de outubro de 2026, Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, disse que um eventual governo dele extinguiria o mecanismo. No dia seguinte, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu mantê-lo. Hoje o split payment está na lei, e mudar isso exige alteração legislativa.
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Atualizado em 14 de outubro de 2026. Conteúdo sob responsabilidade técnica de Hugo Justino, CRC-DF DF-021207/O-3.
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