Código e produto
O que foi construído, quem é dono do código e se a propriedade intelectual está registrada em nome da empresa.
01Atualizado em 20 de outubro de 2026
Em outubro de 2026, o iFood comprou a Pick n Go, startup de logística nascida em Brasília em 2020. A JRX acompanhou a empresa com suporte contábil, controladoria e CFO as a Service.
Por Hugo JustinoContador responsável e CEO da JRX Inteligência Contábil · CRC-DF DF-021207/O-3
O iFood anunciou a compra da Pick n Go junto com a Entrega Dedicada, lançada em 13 de outubro de 2026.
A modalidade usa a tecnologia da Pick n Go para integrar pedidos e roteirizar entregas de restaurantes (TI Inside). O valor foi mantido em sigilo, e a Pick n Go segue com estrutura independente, atendendo os clientes que já tinha (Bares e Restaurantes, Mercado&Consumo).
Até chegar aí, a Pick n Go deixou de ser uma operação de entregas, virou empresa de software e, quatro anos depois, abriu os números para um comprador do tamanho do iFood.

A Pick n Go desenvolve software de gestão logística para restaurantes, com roteirização das entregas e integração com os sistemas de ponto de venda (TI Inside). O restaurante usa a plataforma para organizar a própria frota de entregadores.
A empresa começou como operação de entregas e virou empresa de tecnologia no meio do caminho. É essa troca que explica boa parte do trabalho contábil por trás da venda.

Seis marcos, de uma operação de entregas em Brasília até a venda.
Nasce em Brasília, fundada por Pedro Garcia e Ghirad Abdul Hak, para organizar as entregas da rede de hamburguerias de um dos fundadores.
Fonte: InfoMoney*Com cerca de 60 mil entregas por mês, os sócios decidem vender a operação de entrega e ficar só com a plataforma de software.
Fonte: InfoMoney*18 funcionários, crescimento de 57% entre o primeiro e o segundo trimestre e uma captação acima de R$ 1 milhão.
Fonte: StartupiMais de 600 mil entregas por mês, com presença em 22 estados e no Distrito Federal.
Fonte: InfoMoney*O iFood lança a Entrega Dedicada com a tecnologia da Pick n Go, startup que adquiriu para acelerar a operação.
Fonte: TI InsideNa compra, a Pick n Go atende mais de 4 mil estabelecimentos e cerca de 1,5 milhão de entregas por mês. O valor não foi divulgado.
Fonte: Bares e Restaurantes* Números informados pela própria empresa em conteúdo patrocinado publicado no InfoMoney em 29 de maio de 2024.
Trocar a operação de entrega pelo software muda a receita, os impostos e o balanço da empresa.
A receita troca de natureza. Entrega é serviço de transporte, e o transporte entre municípios fica no campo do ICMS. Software vendido por assinatura é outro item da lista de serviços do ISS. No Simples Nacional, a atividade de software ainda faz o anexo depender do fator R, a relação entre folha e faturamento.
Vender uma operação também tem conta própria. Contratos, pessoas e ativos mudam de dono, cada um com tratamento contábil e tributário, e o resultado da venda entra na apuração do ano.
Depois disso, o balanço ganha cara de empresa de tecnologia: menos ativo de operação, receita recorrente e custo concentrado em gente. Foi esse histórico, com a virada no meio, que o comprador leu anos depois.
Antes de discutir o produto, o comprador levanta o histórico da empresa.
O que foi construído, quem é dono do código e se a propriedade intelectual está registrada em nome da empresa.
Como a receita entra, de quem ela vem e quanto dela se repete todo mês.
Quem são os sócios, em que outras empresas eles participam e o que cada um faz no dia a dia.
O ponto que mais pesa: se a contabilidade, o financeiro e os impostos contam a mesma história.
Na Pick n Go, a JRX cuidou do suporte contábil, da controladoria e do CFO as a Service.
Escrituração, fechamento mensal e apuração dos impostos, com a receita classificada do jeito que a empresa fatura.
Conciliação entre o financeiro e a contabilidade, para o resultado gerencial e o contábil chegarem ao mesmo número.
Leitura mensal dos números com os sócios: resultado, caixa, orçamento e cenários.
Atendemos empresas de tecnologia e startups desde 2017 e já participamos de outras compras e vendas de clientes. O que mais atrasa esse tipo de negócio se repete: o comprador pede os dados e encontra uma contabilidade que não conversa com o financeiro.
A Pick n Go nasceu em Brasília, e a JRX fica em Águas Claras, no DF. Para quem tem startup na cidade, o atendimento local está em contabilidade em Brasília; o trabalho de rotina do CFO, em CFO as a Service.
Os pontos que mais aparecem quando o comprador abre os números. Nenhum deles é exclusivo de empresa grande.
O plano anual lançado inteiro no mês do pagamento infla um mês e esvazia outros onze. O comprador refaz a conta por competência, e a receita muda de tamanho.
O DRE do financeiro diz uma coisa, a contabilidade diz outra e ninguém explica a diferença. Cada divergência vira pergunta, e pergunta sem resposta pesa no preço.
Alteração contratual sem registro, sócio que entrou por acordo de gaveta, opção de compra prometida por e-mail. O cap table precisa bater com o que está na Junta Comercial.
Prestador com horário, chefe e exclusividade é passivo trabalhista em potencial, e o comprador põe esse risco na conta.
Anexo do Simples, fator R ou ISS calculados errado ao longo de anos viram contingência. O Fisco tem cinco anos para cobrar, e é essa janela que o comprador revisa.
Despesa pessoal paga pela empresa e empréstimo de sócio sem contrato deixam o caixa sem explicação. O comprador separa o que é da empresa do que é dos sócios, e a diferença vira ajuste.
O que a contabilidade precisa entregar, área por área, está em vender a startup: o que a contabilidade precisa entregar.
Oito pontos que o comprador confere. Marque o que já está em ordem na sua empresa.
O resultado mostra o que ficou sem marcar. Se quiser conversar, a lista vai pronta para o WhatsApp.
A JRX atendeu a Pick n Go com suporte contábil, controladoria e CFO as a Service. É esse trabalho que sustenta os números que o comprador analisa.
Não foi divulgado. As reportagens sobre a aquisição informam que o valor foi mantido em sigilo.
Continua. A Pick n Go mantém estrutura independente e segue atendendo os clientes que já tinha, segundo a cobertura da aquisição.
É a modalidade em que o restaurante tem entregadores exclusivos, nos dias e horários que escolhe, para pedidos feitos nos canais próprios dele, fora do aplicativo do iFood. A tecnologia da Pick n Go integra os pedidos e roteiriza as entregas.
Bares e Restaurantes: iFood adquire startup Pick n Go para expandir a entrega dedicada
Startupi: Pick n Go democratiza logística para pequenas empresas (30/08/2023)
InfoMoney, conteúdo patrocinado: Pick n Go promove mais de 600 mil entregas por mês (29/05/2024)
Atualizado em 20 de outubro de 2026. Conteúdo sob responsabilidade técnica de Hugo Justino, CRC-DF DF-021207/O-3.
Prontidão para venda
Revisamos contabilidade, financeiro e estrutura societária com o olhar de quem compra, e mostramos o que ajustar antes da primeira reunião.
Veja também a contabilidade para startups e o guia de due diligence.