Se a sua empresa de tecnologia investe em inovação, você pode estar deixando dinheiro na mesa — literalmente. A Lei do Bem é um dos incentivos fiscais mais vantajosos para negócios que desenvolvem produtos, serviços ou processos inovadores. O problema? Poucos sabem como usar esse benefício para reduzir a carga tributária de forma legal e estratégica.
Neste artigo, você vai entender como funciona a Lei do Bem, quais critérios sua empresa precisa cumprir, quanto é possível economizar e, o mais importante: como transformar essa economia em combustível para acelerar o crescimento do seu negócio.
Se você está no Lucro Real e já investe em tecnologia ou pesquisa, continue lendo. A economia pode ser maior do que você imagina.
O que é a Lei do Bem e como ela funciona para empresas de tecnologia
Criada pela Lei nº 11.196/2005, a Lei do Bem é um incentivo fiscal do governo federal que permite às empresas deduzirem parte dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica (P&D) do seu imposto de renda. Em outras palavras: quem inova, paga menos imposto.
Para empresas de tecnologia — especialmente startups, scale-ups e negócios SaaS — isso representa uma oportunidade estratégica de reduzir a carga tributária e reinvestir com inteligência.
Na prática, funciona assim: sua empresa realiza projetos de inovação (como desenvolvimento de softwares, algoritmos, plataformas ou novas funcionalidades), documenta corretamente essas atividades e, no final do exercício, pode deduzir entre 20% e 34% desses gastos diretamente do IRPJ e CSLL devidos.
E o melhor: não é necessário aprovação prévia. Ao contrário de outros incentivos fiscais, como os de fomento à cultura ou ao esporte, a Lei do Bem opera por autodeclaração e comprovação posterior — o que a torna mais ágil e acessível para quem tem uma estrutura contábil organizada.
Veja também: Como preparar sua startup de tecnologia para captar investimentos com segurança
Quais critérios a sua empresa precisa atender para usufruir da Lei do Bem
Apesar de ser um excelente incentivo, a Lei do Bem não está disponível para todas as empresas. Para usufruir do benefício, sua empresa de tecnologia precisa atender a alguns critérios específicos definidos pela legislação. São eles:
- Estar no regime de Lucro Real: empresas optantes pelo Simples Nacional ou Lucro Presumido não são elegíveis.
- Ter lucro fiscal no ano-base: é preciso apresentar lucro no exercício fiscal em que se pretende aplicar a dedução.
- Investir em atividades de P&D: os projetos devem ter caráter de pesquisa e desenvolvimento com inovação tecnológica. Isso inclui desde a criação de novos produtos ou processos até o aprimoramento de funcionalidades existentes.
- Estar em situação regular com a Receita Federal: é necessário estar em dia com as obrigações fiscais e tributárias.
- Apresentar documentação técnica e contábil adequada: todos os projetos de inovação precisam ser detalhados tecnicamente (por meio de relatórios) e ter comprovação de gastos (contábil e fiscal).
Além disso, para garantir a segurança jurídica e evitar glosas no benefício, é altamente recomendável manter uma estrutura contábil integrada com o time de produto e tecnologia, assegurando que todas as evidências e investimentos estejam bem organizados.
Para startups e empresas SaaS, isso significa: registrar horas de desenvolvimento, contratar fornecedores de forma adequada, separar investimentos em inovação de gastos operacionais e contar com uma contabilidade que saiba traduzir código em dedução tributária.
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Economia de impostos com a Lei do Bem: quanto sua empresa pode reduzir
Um dos grandes atrativos da Lei do Bem é a possibilidade de gerar economia tributária direta e significativa para empresas de tecnologia que investem em inovação. Mas quanto, exatamente, é possível economizar?
A resposta depende do volume de investimento e da estrutura dos projetos, mas em geral, os percentuais de dedução podem chegar a:
- 20,4% a 34% sobre os gastos com P&D (dedução adicional no IRPJ e CSLL)
- 50% a 100% de redução no IPI na aquisição de equipamentos destinados à inovação
- Depreciação e amortização acelerada de bens usados em atividades de inovação
Vamos a um exemplo prático:
Se sua empresa gastou R$ 1 milhão com desenvolvimento de um novo software (incluindo salários da equipe técnica, consultorias e infraestrutura), é possível abater até R$ 340 mil em tributos federais. Isso representa dinheiro real no caixa, que pode ser reinvestido para escalar sua operação.
E o melhor: essa dedução não está limitada a projetos revolucionários. Melhorias incrementais, ajustes técnicos, integração de novos sistemas e evolução de produtos já existentes também entram na conta — desde que haja documentação adequada.
Empresas que já aproveitam o benefício relatam até 15% de aumento na margem líquida anual, apenas com o uso recorrente da Lei do Bem. Em um setor onde cada ponto de margem conta, esse diferencial pode representar a diferença entre crescer com capital próprio ou depender de rodadas externas.
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Como reinvestir a economia gerada em inovação e crescimento estratégico

Reduzir a carga tributária já é um grande ganho. Mas o verdadeiro poder da Lei do Bem está em transformar essa economia em combustível para escalar o seu negócio com inteligência.
A seguir, algumas formas estratégicas de reinvestir o valor economizado:
- Acelerar o roadmap de produto
Use os recursos para antecipar lançamentos, contratar desenvolvedores ou implementar tecnologias como IA, machine learning e APIs mais robustas. - Fortalecer o time técnico
Invista em profissionais qualificados, programas de capacitação, bolsas de pesquisa ou planos de stock options — criando uma cultura de inovação de longo prazo. - Expandir para novos mercados
Direcione parte da economia para ações de marketing, testes de internacionalização, tradução da plataforma, pesquisa de mercado ou abertura de novas frentes de venda. - Melhorar a infraestrutura tecnológica
Modernize servidores, invista em segurança da informação, contrate ferramentas que aumentem a eficiência do seu time ou reduza o churn com melhor UX. - Preparar-se para captação de investimentos
Com documentação robusta, previsibilidade financeira e processos bem organizados, sua startup se torna mais atrativa para fundos e investidores-anjo.
Reinvestir os ganhos da Lei do Bem de forma estratégica é o que diferencia quem apenas economiza de quem realmente cresce com consistência e visão de futuro.
Principais erros que impedem empresas de aproveitar esse benefício fiscal
Mesmo com todos os benefícios da Lei do Bem, muitas empresas de tecnologia deixam de aproveitar essa oportunidade — e, pior, algumas até tentam usar o incentivo, mas são penalizadas por erros básicos de execução. Veja os principais deslizes:
- Falta de documentação técnica dos projetos
Um dos requisitos centrais é descrever com clareza os objetivos, métodos, resultados e avanços técnicos dos projetos. Sem relatórios técnicos consistentes, o benefício pode ser glosado. - Desorganização contábil e fiscal
Gastos misturados, ausência de centros de custo específicos e ausência de rastreabilidade dos investimentos dificultam a comprovação. Uma contabilidade comum não dá conta dessa complexidade. - Confusão entre inovação e operação
Melhorias rotineiras, manutenção de sistemas ou suporte técnico não são considerados inovação. É preciso distinguir o que é realmente P&D tecnológico. - Início tardio da estruturação
Muitos empresários só pensam na Lei do Bem no fim do ano fiscal — quando já é tarde para organizar documentos, separar despesas ou mapear projetos elegíveis. - Falta de apoio especializado
Sem uma contabilidade que entenda de Lei do Bem e do setor tech, é fácil errar na forma de registrar os investimentos, interpretar a legislação ou preparar a ECF com os ajustes corretos.
Evitar esses erros é tão importante quanto cumprir os requisitos da lei. Com um bom planejamento e acompanhamento ao longo do ano, a Lei do Bem se transforma de um desafio burocrático em uma das ferramentas mais poderosas para financiar inovação com recursos próprios.
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A Lei do Bem pode ser um divisor de águas para empresas de tecnologia que investem em inovação — mas o sucesso no aproveitamento do benefício fiscal depende de estrutura, documentação e conhecimento técnico.
Na JRX Contabilidade, unimos contabilidade especializada em empresas SaaS com expertise em incentivos fiscais. Nosso time domina os requisitos da Lei do Bem e sabe como traduzir os investimentos da sua área de tecnologia em economia tributária real e comprovada.
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- Diagnóstico completo de elegibilidade para a Lei do Bem
- Estruturação dos projetos de inovação com apoio técnico e contábil
- Controle de gastos com centros de custo específicos para P&D
- Relatórios técnicos e documentação prontos para auditorias
- Apuração correta na ECF com aplicação dos benefícios
- Orientação contínua para que você aproveite o incentivo ano após ano
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