Simples Nacional ou Lucro Presumido: qual escolher? Essa é uma dúvida que trava muita empresa na hora de crescer. E não é pra menos. A escolha do regime tributário impacta direto no seu lucro, na sua margem e até na saúde financeira do negócio.
De forma objetiva: se você erra aqui, pode pagar imposto a mais, perder competitividade e ficar travado na expansão.
Neste conteúdo, você vai entender com exemplos práticos qual regime faz mais sentido para cada tipo de empresa, em qual fase do crescimento e o que precisa considerar antes de tomar essa decisão.
Se sua empresa está faturando mais, mudando de porte, investindo em equipe ou recebendo aporte, vale a pena seguir a leitura.
Simples Nacional ou Lucro Presumido: entenda a diferença entre os regimes
Antes de comparar qual regime é mais vantajoso, é importante entender como cada um funciona na prática.
O Simples Nacional é um regime tributário simplificado, voltado para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Nele, os principais tributos federais, estaduais e municipais são reunidos em uma única guia mensal, o DAS. Isso reduz a burocracia e facilita a gestão do caixa, especialmente para negócios em fase inicial ou com estrutura mais enxuta.
Já o Lucro Presumido é indicado para empresas com faturamento anual de até R$ 78 milhões. Nesse modelo, o governo presume um percentual fixo de lucro sobre a sua receita bruta e cobra impostos com base nisso. Não há unificação dos tributos, e a empresa precisa lidar com obrigações acessórias mais detalhadas e uma escrituração contábil mais robusta.
O Simples é prático e econômico para quem está começando. O Presumido exige mais estrutura, mas pode compensar financeiramente em alguns cenários.
Quando o Simples Nacional é mais vantajoso para a sua empresa
O Simples Nacional costuma ser a melhor escolha para empresas menores, com estrutura enxuta, folha de pagamento proporcional ao faturamento e operação menos complexa.
Empresas de tecnologia, consultorias e prestadores de serviço, por exemplo, podem se beneficiar bastante do Simples, especialmente quando o faturamento ainda está nas faixas iniciais. Nesses casos, a alíquota começa em torno de 6%, o que representa uma carga tributária bem mais leve do que em outros regimes.
Outro ponto importante é a unificação de tributos. No Simples, você paga tudo em uma única guia mensal. Isso reduz o risco de erros, economiza tempo e diminui o custo com burocracia.
Se sua empresa tem uma folha de pagamento que representa mais de 28% do faturamento, também pode se enquadrar no Anexo III, com alíquotas mais baixas. Esse é o chamado Fator R, uma regra que pode gerar economia significativa para empresas que investem em equipe.
Empresas em fase inicial, com receita controlada e pouca estrutura interna, geralmente encontram no Simples a combinação ideal entre economia, praticidade e segurança.
Veja também: O que é DRE: para que serve e como analisar o lucro da sua empresa
Quais são os riscos e limitações do Simples Nacional

Apesar de ser um regime prático, o Simples Nacional não serve para todo mundo. E se for escolhido sem análise, pode acabar custando mais do que deveria.
Veja os principais pontos de atenção:
- Alíquotas que aumentam com o faturamento: Conforme a receita cresce, a empresa pode subir de faixa e pagar alíquotas efetivas superiores a 16% ou até 20%.
- Restrições por atividade ou tipo societário: Algumas atividades são impedidas de optar pelo Simples, como holdings, factoring e empresas com participação de sócio estrangeiro. É essencial verificar a CNAE.
- Dificuldade em atrair investidores: Muitos fundos e investidores exigem contabilidade por competência, DRE detalhada e estrutura contábil robusta, o que o Simples não entrega.
- Menor aproveitamento de créditos tributários: Empresas no Simples não se beneficiam do regime não cumulativo de PIS e COFINS. Isso pode gerar perda de créditos em operações maiores.
- INSS patronal embutido no DAS: Mesmo com poucos funcionários, a empresa paga os 20% de INSS patronal dentro do DAS. Isso pode pesar no caixa se a folha for pequena.
- Limitação em licitações públicas e acesso a crédito: Bancos e órgãos públicos muitas vezes exigem demonstrações contábeis mais detalhadas do que o Simples exige.
O Simples resolve para muita empresa, mas pode travar o crescimento se escolhido por comodismo.
Em quais cenários o Lucro Presumido pode ser mais inteligente
O Lucro Presumido costuma ser a melhor escolha para empresas com faturamento maior, estrutura contábil organizada e margem de lucro controlada.
Confira os cenários mais comuns em que esse regime pode ser mais vantajoso:
- Empresas com margens de lucro acima da presunção: No Presumido, presume-se 32% de lucro sobre a receita bruta para serviços. Se o lucro real da empresa for maior, o imposto efetivo fica proporcionalmente menor.
- Negócios que não se beneficiam do Fator R: Empresas de serviço com folha enxuta acabam ficando no Anexo V do Simples, com alíquotas mais altas. Nesses casos, o Presumido pode gerar economia.
- Atividades com despesas dedutíveis limitadas: Como o Presumido usa uma base fixa para cálculo, ele pode ser vantajoso para empresas que não têm muitas deduções fiscais.
- Empresas que precisam de mais estrutura e transparência: Se o objetivo for captar investimento, participar de licitações ou ter uma contabilidade mais profissional, o Presumido entrega relatórios mais completos e maior controle.
- Faturamento acima de R$ 4,8 milhões ao ano: Acima desse limite, a empresa obrigatoriamente sai do Simples. O Presumido pode ser uma opção mais simples do que o Lucro Real.
Além disso, o Lucro Presumido permite um planejamento tributário mais técnico e acesso a linhas de crédito com exigências mais avançadas de demonstrações contábeis.
Veja também: Como organizar o financeiro da empresa: guia simples para começar do zero
Como escolher o regime ideal e evitar erros que custam caro
Escolher entre Simples Nacional ou Lucro Presumido não é só uma questão de pagar menos imposto. É uma decisão estratégica que deve considerar faturamento, margem de lucro, estrutura da equipe, metas de crescimento e até planos de captação.
Para não errar, vale seguir estes passos:
- Analise a sua receita atual e projetada: Mudanças no faturamento ao longo do ano podem influenciar diretamente a carga tributária.
- Avalie o peso da sua folha de pagamento: Isso define o uso do Fator R no Simples, que pode mudar completamente o enquadramento e as alíquotas.
- Considere o nível de complexidade da sua operação: Se você precisa de estrutura, relatórios por competência e controle mais técnico, o Simples pode te limitar.
- Projete seu crescimento: Empresas em expansão precisam de um regime que acompanhe a evolução, sem travar decisões estratégicas.
- Conte com apoio especializado para simular cenários: Com dados reais, é possível comparar qual modelo é mais econômico e sustentável para o seu negócio.
Na dúvida, o melhor caminho é ter uma contabilidade que fale a sua língua, entenda o seu modelo de negócio e te ajude a decidir com base em números, não em achismos.
A JRX pode te ajudar com isso. Fazemos uma simulação personalizada e mostramos, com clareza, qual regime é o mais vantajoso para a sua empresa neste momento.
Conclusão: não escolha o regime tributário no escuro
Simples Nacional ou Lucro Presumido? A resposta certa depende da realidade da sua empresa. Cada detalhe conta: o tamanho da folha, o modelo de receita, a fase de crescimento, o apetite por investimento e até a sua estrutura contábil atual.
Se você está em dúvida, não tome essa decisão com base em achismos ou conselhos genéricos.
Na JRX, a gente analisa seus números, simula cenários reais e mostra com clareza qual regime traz mais economia, segurança e liberdade para crescer.
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