
Depende. Muita startup começa no Simples Nacional achando que é o caminho mais barato e simples — e de fato, em alguns casos, pode ser. Mas sabe o que vem acontecendo cada vez mais? Startups de tecnologia pagando mais imposto do que deveriam, mesmo estando no Simples.
Se a sua empresa tem uma estrutura mais enxuta, com poucos funcionários CLT, margem apertada ou faturamento crescendo rápido, talvez você esteja no regime errado — e isso pode estar custando caro no fim do mês.
Neste artigo, vamos mostrar quando o Simples Nacional realmente vale a pena para uma startup e em que momento ele deixa de ser vantajoso. Vamos falar de Fator R, Anexo III x Anexo V, comparar com o Lucro Presumido e o Lucro Real, e dar caminhos reais para você pagar menos imposto sem sair da legalidade.
Então, bora entender se você está no melhor regime — ou se está deixando dinheiro na mesa?
Startup no Simples Nacional vale a pena?
Na prática, o Simples Nacional pode ou não ser vantajoso para startups — tudo depende da forma como sua empresa está estruturada. Muita gente escolhe esse regime pela fama de ser “mais barato e fácil”, mas a verdade é que, para startups de tecnologia, essa decisão exige muito mais análise.
O Simples unifica vários tributos em uma única guia mensal (o DAS) e possui tabelas progressivas de alíquotas. Até aí, parece simples. Mas o que pouca gente sabe é que, no caso das startups, o enquadramento no Anexo III ou V da tabela muda tudo. E essa mudança pode fazer a diferença entre pagar 6% ou mais de 20% de imposto sobre o faturamento.
Ou seja: vale a pena? Só se você estiver no anexo certo, com a folha certa, no faturamento certo. Se não, o Simples pode ser um regime caro disfarçado de econômico.
Na sequência, vamos explicar como esse regime funciona para empresas de tecnologia e onde, de fato, mora o risco tributário.
Como funciona a tributação de startups no Simples Nacional
Vamos lá… antes de saber se o Simples é vantajoso, você precisa entender como ele funciona especificamente para startups — porque aqui está o primeiro ponto onde muita empresa já começa pagando imposto a mais sem perceber.
O Simples Nacional calcula os impostos com base na receita bruta dos últimos 12 meses, usando tabelas chamadas de anexos. E é exatamente o anexo que define quanto sua startup vai pagar.
Para negócios de tecnologia, o enquadramento costuma acontecer entre dois anexos:
- Anexo III – alíquotas menores (começam em 6%)
- Anexo V – alíquotas maiores (começam em 15,5%)
Ou seja, a diferença entre cair no Anexo III ou no Anexo V não é pequena. Estamos falando de uma mudança que pode dobrar o valor do imposto que você paga todos os meses.
O problema? A maioria das startups começa automaticamente no Anexo V, porque têm uma estrutura típica do setor:
– time enxuto,
– poucos funcionários CLT,
– alto faturamento proporcional,
– pró-labore baixo dos sócios.
E isso, sem o empreendedor perceber, joga sua empresa direto para uma das faixas mais caras do Simples Nacional.
É aqui que entra o famoso Fator R, que vamos destrinchar no próximo ponto — porque ele é o divisor de águas entre pagar menos ou pagar muito mais.
Fator R: o que é e por que ele muda tudo no Simples
Então… aqui está o grande “plot twist” do Simples Nacional para startups.
O Fator R é a regra que decide se sua empresa vai pagar imposto como Anexo III (mais barato) ou Anexo V (mais caro).
E o cálculo é simples:
Fator R = Folha de pagamento (12 meses) ÷ Faturamento (12 meses)
Se o resultado for 28% ou mais, você fica no Anexo III → imposto menor.
Se for menos de 28%, você cai no Anexo V → imposto maior.
E por que isso impacta tanto as startups?
Porque o modelo de negócio de startup costuma ter:
- equipe enxuta,
- contratação de PJs,
- outsourcing de tecnologia,
- muita automatização,
- pró-labore baixo para reinvestir no crescimento.
Resultado?
A folha raramente chega perto dos 28% necessários.
E sem atingir o Fator R, sua startup praticamente fica presa no Anexo V, pagando alíquotas que começam em 15,5% e podem chegar a mais de 20% com o crescimento do faturamento.
Exemplo simples:
Se sua startup fatura R$ 300 mil em 12 meses, mas sua folha é de R$ 30 mil no mesmo período (10%), você já está automaticamente no Anexo V.
E pode estar pagando mais do que uma empresa no Lucro Presumido ou Real, mesmo acreditando que está no regime “mais barato”.
É exatamente aqui que muita startup perde dinheiro — às vezes por anos.
No próximo ponto, vamos mostrar quando o Simples deixa de valer a pena e começa, de fato, a pesar no bolso da sua empresa.
Veja também: Erros contábeis em empresas de tecnologia: evite estes 6
Quando o Simples Nacional faz sua startup pagar mais imposto
Enfim… é aqui que muitos empreendedores levam um susto.
O Simples Nacional não é sempre o regime mais barato — e, no caso das startups, ele frequentemente se torna o mais caro da mesa. Isso acontece, principalmente, em três cenários muito comuns:
1. Quando sua startup cai no Anexo V (e não sai mais dele)
Como vimos, se você não atinge o Fator R, a alíquota inicial já sobe para 15,5% sobre o faturamento.
E à medida que sua receita cresce, esse percentual pode passar dos 20%.
Olha o problema: você pode estar pagando imposto sobre todo o faturamento, mesmo tendo uma margem de lucro pequena — o que é comum em startups reinvestindo pesado no crescimento.
2. Quando a empresa cresce rápido, mas a estrutura continua enxuta
Crescer é ótimo.
Mas no Simples, quanto mais você cresce, maior a sua alíquota.
O regime foi pensado para micro e pequenas empresas tradicionais, não para negócios de base tecnológica que escalam receita rápido sem aumentar a folha na mesma proporção.
Resultado?
Você paga cada vez mais, mesmo sem aumentar tanto o lucro.
3. Quando o Lucro Presumido ou o Lucro Real já seria mais econômico
Esse é o ponto mais ignorado.
Em muitos casos, uma startup no Anexo V paga mais do que pagaria no Presumido ou Real.
Exemplos de situações em que isso acontece:
- Muita despesa dedutível (ótimo para o Lucro Real).
- Margem de lucro real menor que a margem presumida de 32%.
- Faturamento anual alto (acima de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões).
- Operação com muitos custos operacionais e reinvestimento constante.
Quando a carga tributária do Simples encosta em 16%–20%, é quase certo que outro regime pode ser mais interessante.
E o pior: muitos empreendedores só percebem essa diferença anos depois — quando já deixaram uma fortuna na mesa.
Lucro Presumido ou Real: alternativas mais econômicas para sua startup

Beleza… agora que você entendeu onde o Simples pode pesar, vamos olhar para as alternativas.
Muita startup que está hoje no Simples (principalmente no Anexo V) poderia pagar menos no Lucro Presumido ou até no Lucro Real. Só que, por falta de orientação, nunca analisou isso a fundo.
Vamos simplificar:
Lucro Presumido: pode ser mais vantajoso para startups com boa margem de lucro
No Presumido, a Receita assume que 32% do seu faturamento é lucro.
Sobre essa base, você paga IRPJ + CSLL.
Quando vale a pena?
- Startups com margem real maior que 32%
- Empresas com operação enxuta
- Contratos altos com poucos custos diretos
- Faturamento acima de R$ 1,5 milhão/ano
A soma dos impostos costuma ficar entre 11% e 14% — o que já pode ser menor do que o Simples no Anexo V.
Lucro Real: ótimo para quem tem muitos custos e reinveste no negócio
No Lucro Real, você paga imposto sobre o lucro que realmente tem.
Se a empresa ainda está reinvestindo tudo, no famoso “queima de caixa”, esse regime pode ser extremamente vantajoso.
É ideal para startups que têm:
- altos custos operacionais,
- margens apertadas,
- muitas despesas dedutíveis,
- reinvestimento pesado,
- roadmap de crescimento agressivo.
Além disso, no Lucro Real existe a possibilidade de aproveitar créditos de PIS/COFINS, o que reduz ainda mais a carga tributária.
Resumo prático:
Se sua startup está no Simples Anexo V e paga algo entre 15% e 20%, há grandes chances de você estar gastando mais do que deveria — e que o Presumido ou o Real entregariam uma economia real, dentro da lei.
No próximo ponto, vou te mostrar um checklist simples para descobrir isso na prática.
Veja também: Como trocar de contador no Lucro Real com segurança
Como saber se sua startup está no regime tributário ideal
Então… como descobrir, na vida real, se sua startup está pagando imposto demais?
A resposta é simples: você precisa olhar para alguns sinais bem claros. Se aparecer 1 ou 2 na sua empresa, já vale ligar o alerta.
Aqui vai um checklist rápido e direto:
1. Sua startup está no Anexo V e não consegue atingir o Fator R
Se sua folha não chega perto dos 28%, a chance de você estar pagando imposto a mais é enorme.
Esse único ponto já coloca muita startup para dentro do Lucro Presumido ou Real.
2. A alíquota efetiva do Simples passou de 14%–15%
Esse número é um divisor de águas.
Quando o Simples chega nesse patamar, geralmente o Presumido ou Real já é mais vantajoso.
3. Seu faturamento cresce rápido, mas sua estrutura continua enxuta
Simples + crescimento acelerado + time pequeno = imposto subindo mês a mês.
Clássico cenário onde o Simples deixa de ser barato.
4. Sua margem é baixa porque você reinveste muito no negócio
Startups que queimam caixa ou têm muita despesa dedutível costumam se beneficiar do Lucro Real.
5. Você nunca fez um estudo comparativo entre os regimes
Esse é o erro mais comum.
Sem simulação, você está literalmente “no escuro” — pagando sem saber se existe um caminho mais econômico.
O caminho prático: análise tributária especializada
Se você se identificou com algum desses pontos, já é um forte sinal de que vale fazer uma análise tributária completa.
E aqui entra o papel da JRX:
- avaliamos seu histórico de faturamento,
- simulamos a alíquota efetiva em cada regime,
- aplicamos Fator R, créditos fiscais e margens,
- e mostramos, com números reais, onde há espaço para economizar.
Nada de achismo. Nada de teoria.
É número na mesa — como todo empreendedor merece.
Conclusão: sua startup está pagando o que realmente precisa pagar?
Basicamente… muita startup acredita que o Simples Nacional é sempre o caminho mais barato. Mas, como vimos, isso não é verdade para a maioria das empresas de tecnologia.
Se você está no Anexo V, não bate o Fator R, cresce rápido ou reinveste pesado, existe uma grande chance de estar deixando dinheiro na mesa — todos os meses. E dinheiro perdido em imposto não volta.
O ponto aqui não é “sair do Simples” ou “ficar no Simples”.
É estar no regime certo, no momento certo, de acordo com a realidade da sua startup.
E essa decisão não dá pra tomar no achismo.
A JRX faz esse diagnóstico de forma técnica, clara e prática: simulamos cada cenário, comparamos regimes, analisamos impacto no caixa e mostramos, com números reais, onde está a melhor economia para o seu negócio — tudo dentro da lei.
Se você quer saber se sua startup está pagando mais imposto do que deveria, o próximo passo é simples:
Solicite uma análise tributária com a JRX.
A gente te mostra o caminho mais econômico e seguro para sua operação — sem complicação, sem burocracia e com total transparência.
Vamos conversar?





